Sinto-me ainda pouco confortável em utilizar o conceito de doença mental como perda da capacidade de fazer escolhas. Seja por incapacidade em definir que escolhas seriam essas, seja por considerar que a aplicabilidade desse conceito em nossa prática diária é quase nula, a verdade é que essa definição não me satisfaz. Ainda sigo minha intuição de há 7 anos, quando considerei que doença mental era o prejuízo do funcionamento geral do indivíduo determinado por um processo mental. Importante para mim nessa definição, mais do que a determinação de uma disfuncionalidade, é a percepção de que o processo mental determinante dessa condição pode ser alterado ou não. Pensar dessa forma me faz compreender melhor os transtornos de personalidade, os processos neuróticos tardios, entre outras entidades psiquiátricas.
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