o que tenho feito…

Não há dúvidas de que o observador é um sujeito ativo, não só responsável pelo processo de observação, mas também determinante das características desse processo. Seus conhecimentos, sua cultura, seus preconceitos, todos estão presentes no momento da observação. Ele influencia e é influenciado desde o primeiro contato. Surge daí uma questão: a qualidade o fenômeno observado, suas características, suas peculiaridades, não serão em boa parte apenas o reflexo do processo experimentado pelo observador? Considerando que isso seja verdadeiro, torna-se fundamental a estruturação do processo de observação, a já citada sistematização, para que se minimize o conteúdo do observador presente no relato ou descrição do fenômeno.

Mas considerando não apenas a descrição e verificação posteriores do fenômeno, mas o momento em que se passa a experiência, quais os mecanismos dessa influência mútua?

A apreensão do observador está alterada de alguma forma, quando a informação internalizada entra em contato com seu funcionamento mental. A presença do observador também causa no observado algumas alterações em seu funcionamento, modificando o resultado final de sua experiência. Mas a maneira como essas mudanças determinam o processo fenomenológico, se há prejuízo ou ganho, ainda não são claras. Esse jogo deve incluir em seus cálculos a certeza dessas influências.

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